Coração de Menina

Lembro-me de quando eu era pequena e brincava que me casaria aos vinte e dois, seria uma pediatra e teria um marido lindo e filhos mais lindos ainda pra cuidar. Sempre sonhei coisas boas para o futuro e já até houve época que pensei em ser estrela de televisão. Muitos desejos que se agarravam como âncora em meu coração e depois iam embora, como um beija-flor que entra em casa ligeiramente para dar o ar da graça e depois se vai, tão rápido como entrou.

Mas, mesmo em meio a tantos sonhos e mudanças repentinas de vontades, uma coisa era certa: pensar sobre tudo isso era sinônimo de pensar em felicidade. Porque afinal, o que há detrás de nossas buscas na vida? Quando estabelecemos metas, fixamos propósitos ou sentamos numa rede simplesmente para pensar no futuro, não estamos querendo ter um coração satisfeito, a vida que planejamos e a tão querida felicidade?

Quando se é criança os obstáculos parecem ser bem menores e tudo tão fácil. Logo, sonhar em ser médica mesmo tendo nascido em uma família pobre que não teria condições de pagar um cursinho, não era problema. Não tinha limites para os sonhos.

Ah, esse coração de menina… Que batia por coisas simples e adorava passar horas dando vida aos personagens desenhados à mão. Que chegava a doer quando via a mamãe triste ou outra criança chorando. Esse coração sensível que vivia a felicidade nas coisas mais singelas e também a buscava nos sonhos mais profundos.

E a menina cresceu… E nem sempre é fácil perceber como que o passar dos anos traz tantas cargas e pesos que aos poucos vão minando o desejo de ser feliz. Uma desilusão amorosa (ou mais, talvez), a falta de oportunidades, os problemas em casa, sentimentos de rejeição, os valores do mundo que ferozmente quer nos engolir… E tantas outras coisinhas que vão tirando a leveza e colocando no lugar a amargura, a ingratidão, o desgosto pela vida que culmina na destruição de sonhos e propósitos.

Eu nunca abandonei o coração sonhador, mas já perdi o brilho dos olhos em alguns momentos. Já chorei. Já pensei que não era amada. Já humilhei alguém para me sentir melhor. Já deixei que a amargura criasse raízes e contaminasse a muitos (Hb 12.15).

Mas aí eu conheci um Homem e seu nome pode ser traduzido em AMOR. Ele me pegou no colo quando eu achava que estava bem andando com minhas próprias pernas, distribuindo pedacinhos do meu coração a cada esquina que passava e mostrou minhas feridas, as quais eu nem sabia que tinha. Ele pegou aquele pobre e frágil coração, levou para si e me devolveu um novinho em folha, que veio com uma marca profunda tomando toda sua dimensão e essa marca se chamava Jesus. Se chama Jesus.

Ele passou a me ensinar que eu não poderia deixar o coração de menina morrer. Porque eu nem poderia imaginar os sonhos que Ele tinha pra mim(Jr 29.11) e o desejo dEle é que sonhássemos juntos. Mas meu melhor amigo deixou claro: a realização desses sonhos sempre seria superior a tudo que eu pudesse imaginar (1 Co 2.9).

Então eu percebi que buscar a felicidade era buscar Jesus. Através dos desejos mais simples, até aos mais profundos. Jesus. Ele é a fonte para o coração cansado, para a alma aflita e sobrecarregada. Ele não garante vida cem por cento bem e sem problemas, mas aí é que está o grande segredo: uma vida com Ele, não importa o que passe, a felicidade sempre vai estar ali, à distância de uma oração, de uma obediência, de uma leitura da palavra, de uma entrega.

Jesus me disse para crescer e amadurecer, mas para eu não esquecer que o coração de menina que busca a felicidade, independente das circunstâncias precisa estar aqui, limpo, vivo e dedicado a Ele.

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