Sim, eu aceito!

“Para  que todos vejam, e saibam, e considerem, e juntamente entendam que a mão do Senhor fez isto”. (Isaías 41:20)

O meu primeiro conceito sobre o amor é baseado nos meus pais! Sim, ao dividir boa parte da minha vida com eles, eu pude conhecer o legítimo sentido desta palavra, onde cresci vendo o amor entre duas pessoas de uma forma bem simples. Meus pais são a expressão do amor que o Senhor Jesus nos ensinou. Eles são casados há 29 anos e são a minha maior referência. Os pais fazem parte do desenvolvimento da criança e compõem a imagem que o filho terá a respeito de casamento e de família. E, no meu caso, afirmo com muita propriedade, que os meus pais formam um conjunto de tudo aquilo que eu sempre esperei para um casamento feliz e um lar bem estruturado.

O texto de hoje conta sobre uma das mais lindas promessas que Deus cumpriu na minha vida, e como eu conheci o homem que vai preencher os meus dias até que a morte nos separe! Contarei sobre o dia em que cheguei ao altar e disse: “Sim, eu aceito” diante de testemunhas e pessoas que me amam. No entanto, eu não poderia falar de mim sem antes mencionar os meus pais! Eles são o sinônimo de tudo o que eu sou hoje. Mas, mesmo com a boa influência deles, é comum existir uma dose de receio no que se refere a encontrar alguém que atenda aos nossos ideais, afinal, é normal a menina idealizar e ter o sonho de conhecer alguém especial. E comigo nunca foi diferente!

Minha mãe é uma mulher inteligente, guerreira e muito presente no meu dia a dia, eu sempre recorria a ela quando algo não estava legal. Meu pai, um homem justo, conselheiro e observador (Risos). Ele era do tipo: “Filha, eu não gostei, ainda não é ele”! E eu, é claro, sempre indagava: “Como você sabe, pai? Nem deu chance da pessoa dizer um ‘oi’!” (Risos). Meu pai mal conversava e parecia que já tinha descartado o pretendente (Risos). E se eu contar para vocês que ele sempre foi o mais ciumento da família? (Hehe). Nunca foi muito fácil agradá-lo, justamente porque o meu pai sempre intercedeu ao Senhor para que eu conhecesse alguém que atendesse aos nossos princípios, de bom caráter e, principalmente, que fosse um verdadeiro servo de Deus. Agora deu para entender melhor aquela história de receio? (Hehe). Mas, em confronto com aquela preocupação, havia a certeza de que essa pessoa já havia sido escolhida minunciosamente pelo Senhor. Sendo assim, viria de encontro com os sonhos que o próprio Deus fez brotar em meu coração. Eu só não sabia de que forma eu o conheceria ou se levaria uns cinquenta anos para ele aparecer… (Risos).

É comum passarmos por algumas frustrações ao longo da vida, e a coisa pode ficar ainda mais séria quando não tomamos uma posição firme diante do que não nos faz feliz! Às vezes, preferimos remoer um sentimento malfadado do que abrir mão do mesmo. Relaciomentos devem ser saudáveis! Conselhos dos pais devem ser ouvidos! (Ah, como devem!) E bons e maus exemplos devem ser observados! (Hoje sou experiente nisso! Hehehe)

Fui uma adolescente bem tranquila, sempre gostei de ocupar o meu tempo com os meus amigos, com a minha família, visitando igrejas e indo a congressos de jovens cristãos. Priorizava as coisas do Reino de Deus e mesmo no auge da adolescência (Ô, fase difícil!) já entendia quem era o Senhor da minha vida. Em 2004, ingressei no meu ensino médio e tive a oportunidade de construir novas amizades, mas dentre essas amizades havia uma pessoa que, futuramente, seria um instrumento de Deus na minha vida. Conheci uma menina autêntica e espontânea! Falava o que vinha à cabeça! Às vezes ponderava, em outras não media muito as palavras! (Hehe). Mas se preocupava e amava os seus amigos com intensidade. Me acompanhou em muitos momentos, inclusive aqueles onde eu me encontrava um tanto decepcionada com experiências ruins. Com o passar dos dias, aquela menina que eu conheci no ensino médio já não era apenas uma amiga, mas se tornou parte da minha vida de uma forma bem especial.
Certo dia, eu estava no terraço da antiga casa onde eu morava me refrescando na rede, pois estava muito calor (é claro que eu não iria esquecer dos detalhes, rs) e recebo a ligação dela! (Nessa época a nossa amizade já tinha, em média, uns oito anos. A amizade foi além do colegial!). Normalmente, ficávamos horas no telefone, mas, neste dia em especial, a ligação foi bem rápida. Atendi a ligação da Fernanda (o nome dela) e ela já foi logo falando:
– Amiga, como você está?
– Bem, me refrescando um pouquinho aqui no terraço. – Respondi.
– Paula!
– Oi?
– Tenho um amigo muito legal, de bom caráter e de Deus (O tal menino quase explodiu com tantos elogios) no qual eu gostaria muito que você conhecesse! (Ela, como sempre, indo direto ao ponto!)
– Amigo? Me apresentar por quê? (Já achando aquilo tudo muito estranho)
– Ah, estive pensando… O seu pai vai gostar dele! (Risos)- Respondeu ela.
(Naquela altura do campeonato ela já sabia do meu “pequeno” obstáculo com o meu amado pai! Hehehe).
Fiquei muda por alguns segundos, pensando: O que será que ela quer com isso?
– Brincadeira, Paula! – Disse ela. Sabe o que eu acho? Que não é apenas o seu pai quem vai gostar dele… (Com um sorrisinho bem desconfiado).
– Ai, ai, Fernanda! Você sabe muito bem que eu decidi virar freira! Desisti dos homens! (Sempre brincávamos assim! Haha). Aliás, não deve existir todas essas qualidades numa pessoa só! Não é possível!! (Falou a pessoa mais frustrada da vida! Hehe)
– Paula, amiga, minha linda… Relaxa! (Após isso, mudamos de assunto, conversamos mais um pouquinho e nos despedimos).

No dia seguinte, acreditando que ela estava brincando e já havia esquecido aquela história do “tal amigo”, me surpreendi com uma solicitação de amizade no facebook. (Era o tal amigo legal e cheio de qualidades que eu achava que era imaginário). Fui imediatamente até ela e perguntei:
– Amiga, o seu amigo “legal” me adicionou! O que eu faço? Você estava falando sério? De onde ele é? Ai, Jesus…
– É claro que estava falando sério, Paula! Ele é da minha igreja. – Respondeu.
– Como assim? Sempre visitei a sua igreja, nunca me falou dele…
– Paula, eu só posso te dizer que tudo tem o seu devido tempo. Nunca falei dele, pois Deus escolheu o dia de hoje para falar sobre ele com você! E continuou: Amiga, o Átila (Esse é o nome do amigo legal! Rs), teve muitas experiências ruins também. Assim como você! Eu não podia apresentá-lo antes, ele estava sendo PREPARADO PARA TE RECEBER!

Fernanda é brincalhona, mas quando fala sério… Bom, ela fala sério de verdade! (Risos).
Foi aí que eu decidi dar uma chance…. Calma, uma chance de CONVERSAR com o amigo legal. (Não seria assim tão fácil… Hehe)
Em abril de 2014 nos encontramos pela primeira vez. Senti algo diferente. Mas não quis dar o abraço a torcer! Aliás, eu ainda tinha um outro “pequeno” problema a resolver. Lembram? (Meu amado pai!).
Os dias foram passando, Átila e eu conversávamos todos os dias. Trocamos nossas experiências de vida. Átila sofreu um bocado antes de nos conhecermos. Deus permitiu um tanto de coisas na vida dele. Conforme eu ia descobrindo e ouvindo as suas histórias, mais eu entendia que as minhas frustrações do passado não chegavam perto das dele! Eu só conseguia pensar em duas coisas, a primeira: MEU PAI! (Hehe). E a segunda: Esse homem realmente sabe o que quer! Átila não correria o risco de passar por tudo isso novamente! Sofreu, mas jamais pensou em abandonar o Reino de Deus. Permaneceu firme, sem esmorecer. (Isso, de fato, me chamou a atenção!).
Em uma de nossas conversas, Átila perguntou se eu não iria apresentá-lo aos meus pais. Meu coração disparou de uma tal forma… E o receio do meu pai não gostar dele? Parecia algo difícil de acontecer, mas, para o sr. Sebastião, NÃO! (Risos). Devido às muitas experiências (ruins) que o Átila viveu, muitas coisas me levavam a crer que o meu pai, definitivamente, iria descartá-lo, assim como fez com os outros. Eu realmente hesitei! Duvidei! Enrolei! (Risos). Mas, depois do Átila me cobrar muito, enfim, chegou o dia de falar sobre ele para o meu pai. E a minha mãe, é claro, já havia preparado o terreno… (Hehe)

– Pai, eu conheci uma pessoa bem legal (Dei um sorrisinho sem graça pra suavizar o clima).
Neste momento, eu pensei: Meu pai não vai acreditar nessa história de ‘legal’, vai pensar a mesma coisa que eu pensei quando a minha amiga me contou sobre ele… (Hehe).
– Amigo? Qual a idade? De onde você o conhece? (Até que foram poucas perguntas, achei que ele iria pedir até o RG).
– Pai, vamos lá…
Foi então que eu contei sobre a vida do Átila, sobre a sua família e sobre as suas experiências…
Bom, chegou a hora dele falar. E, para a minha surpresa, ouvi a seguinte frase do meu querido pai:
– “FILHA, ELE É A RESPOSTA DAS MINHAS ORAÇÕES!” (Exatamente com essas palavras).

Pronto, meu pai não precisou falar mais nada. Acho que aquela frase ecoou por uns bons dias nos meus ouvidos. Na verdade, ela estará eternizada pra sempre no meu coração!
31 de maio de 2014, foi o dia em que eu ofereci o meu primeiro “sim” ao Átila. Meu coração transbordava de uma alegria ainda um tanto tímida, afinal, será que eu encontrei o grande amor da minha vida? Para mim, ainda existia muitas coisas a serem consolidadas. Com passar dos nossos dias juntos, fui percebendo que aquele meu primeiro “sim” era o início do cumprimento da promessa do Senhor na minha vida (em nossas vidas). Fui conhecendo não somente o meu atual namorado, mas principalmente, reconhecendo no Átila o homem da minha vida.

Pensar, repensar, analisar… Sim, esta sou eu. Ser decidido, seguro, objetivo… Sim, este é ele! Como alguém que me conhecia há dois meses já tinha me pedido em casamento? Éramos tão diferentes nesse aspecto! Deus só poderia ter um propósito com aquilo! (Hehe)
Pois é, a obra do Senhor foi completa! Não me deu o que eu pedia em oração, mas, me deu exatamente o que eu precisava: Um homem firme, convicto, pronto para mim e para me amar longe de qualquer receio ou dúvida. Em janeiro de 2015 foi o nosso noivado. Fizemos questão de estarmos cercados de pessoas que intercederam junto a nós para aquele momento acontecer. E percebi que, quando a gente quer passar o resto da nossa vida com alguém, a gente quer que o resto da nossa vida comece o quanto antes…
Foi assim que a minha alegria, antes um tanto tímida, foi se transformando numa certeza que me levou PARA O “SIM” MAIS IMPORTANTE DA MINHA VIDA: O nosso casamento!
Nossas histórias se encontraram e, com a graça do nosso Deus, no dia 23 de janeiro de 2016 demos início a nossa eternidade em dias numerados pelo Senhor! Todos eles escritos e estabelecidos pelo nosso Pai! O nosso casamento tem sido acompanhado do favor desse Deus maravilhoso que nos permitiu essa alegria legítima que hoje, ambos, estamos vivendo! A minha alegria é ainda maior ao ver no meu lar aquele amor simples que eu reconhecia nos meus pais e, principalmente, por ter um lar estruturado no Senhor que regeu toda esta história.
Para mim, meu amor, cada dia ao seu lado tem sido um infinito cheio de dedicação, respeito e amor! Pois a nossa fonte de felicidade independe de fatores externos, ela é permanente, é genuína, ela vem do Pai que está intervindo em favor dessa união que Ele mesmo estabeleceu.
Hoje, completando o nosso primeiro ano de casados, peço a Deus que renove a cada dia a nossa aliança. Pois quem faz aliança torna-se aliado. Um aliado é um companheiro, um amigo, um parceiro, alguém que defende as mesmas causas. Creio que chegamos até aqui para a honra e glória do nosso Senhor. E estou bem certa de que os dias que estão por vir também serão assistidos e agraciados pelo nosso Pai.
Eu te amo, Átila Ferreira!
Com amor,
Sua esposa.
Geralmente, nos privamos de receber algo especial vindo do Senhor, justamente por sustentarmos uma experiência desagradável que passamos na vida. Com certeza seria muito mais fácil nos trancarmos no quarto e ignorarmos algo que pode ser uma ‘ameaça’. Confesso que, em alguns momentos, eu quis ir pelo caminho mais fácil! Porém, vendo tudo o que o Senhor realizou na minha vida, compreendo que foi Ele mesmo quem abriu e preparou o meu coração para receber um dos maiores presentes da minha vida!
Confie nos propósitos de Deus e experimente tudo aquilo que Ele reservou pra você! Sem receio, sem dúvidas!
Deus o abençoe!

 Assista ao trailer do casamento ❤ :

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Com os olhos de Deus

 “Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento”. (Provérbios 3.5)

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– Filha, hoje nós vamos comprar os seus óculos. Não podemos mais adiar. Você está com muitas dificuldades para acompanhar os deveres escolares. Finalmente conseguimos o dinheiro para comprá-lo!

– Puxa, pai! Que legal!

Caminhando pelo centro mais movimentado da região, pai e filha avistam uma ótica… O que o pai não esperava é que próximo a essa mesma loja também havia uma linda e atrativa loja de brinquedos…

– Pai, lembra que eu te falei sobre uma “maquininha de fazer sorvete” que eu vi no comercial da TV??? Então, olha ela ali!!! (A criança muito empolgada parece que esqueceu o que realmente foi comprar).

– Filha, é linda, mas… Vamos lá comprar os seus óculos?- Disse o pai.

– Ah, paizinho, então… É… Eu quero tanto essa máquina!!!

– Não, filha… Eu gostaria de comprá-la pra você também, porém, eu não tenho dinheiro para comprar as duas coisas e, sem dúvida, os seus óculos serão muito mais proveitosos.

A criança segue o caminho decepcionada, sem levar em consideração a importância dos óculos para ela…

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Na ilustração acima temos um ponto chave a ser compreendido: A VISÃO DO FILHO X A VISÃO DO PAI! Para a criança, um desapontamento. Para o pai, um benefício! Quando me refiro à ‘visão’ estou questionando o ponto de vista de cada um. O filho não enxergou além do ocorrido. Já o pai prosseguiu em dar o que era bom a quem ele amava mesmo percebendo o seu desaponto. Pensando no comportamento da criança, eu pergunto: Podemos comparar com o nosso comportamento quando nos encontramos num contexto semelhante? Bom, você pode responder para si mesmo, mas eu acredito que a sua resposta será a mesma que a minha: Absolutamente positiva!

Em face de um cenário tenebroso, nos limitamos a enxergar somente o que a própria condição em que nos encontramos permite! E o que não consideramos é a Soberania de Deus quando estamos em tal situação. Diante disso, eu só consigo me lembrar do nosso Pai celeste! Todas as coisas são dEle! Tudo vem dEle! Tudo é para Ele! Acho que eu poderia parar por aqui, mas o que eu preciso enfatizar é a nossa posição defronte ao problema e como temos olhado para os problemas que nos sobrevém. Você já parou para pensar como seria enxergarmos com os olhos do nosso Deus? A visão de Deus no que se refere às circunstâncias da vida certamente é diferente da nossa! É loucura nos apoiarmos em nossa própria compreensão. A condição adversa nos leva a desesperançar, justamente por nos encurvarmos perante o nosso entendimento limitado.

Enxergando com os olhos do Senhor seríamos levados a confiar, visto que é o próprio Deus quem tem o controle de toda a situação. Às vezes eu fico imaginando quais seriam os pensamentos do Pai a meu respeito, principalmente quando me encontro em dias turbulentos! E acho que essa deve ser a nossa ‘preocupação’… O que Deus tem pensado de nós? Deus espera que tomemos uma posição de plena confiança e que nossas vidas sejam fundamentadas em Sua palavra, que é a nossa regra de fé e prática. A palavra do Senhor é muito clara em provérbios 3.5: “Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento”. O nosso entendimento não nos permite olhar além da dificuldade. Por isso, os nossos olhares devem estar voltados para Cristo, atentos a absorver o que Ele tem a nos ensinar nos dias mais difíceis. Ao fixarmos a nossa atenção no Senhor Jesus será gerada a esperança que só Ele pode nos oferecer. Esse Pai que zela é o mesmo Pai que exorta e permite. Ele tece o nosso caráter a fim de nos proporcionar uma vida plena ao Seu lado. Não devemos nos orientar segundo o nosso próprio querer, mas nos guiarmos segundo o bem querer desse Pai de amor que nos ama incondicionalmente. Devemos entender que nada foge do comando do Senhor! Daí em diante, iremos encarar os embaraços da vida como uma ocasião favorável ao nosso crescimento e amadurecimento.

Deus conhece as nossas limitações, mas nos encoraja a sedimentarmos os nossos temores em Suas mãos. A preocupação e a inquietação derivam da falta de confiança, afastando-nos da vontade de Cristo que é sempre boa e agradável. E onde há ausência de confiança, há também amargura e desolação. Podemos experimentar o favor de Deus até mesmo na tribulação e provarmos do Seu poder em meio à guerra. A nossa oração deve ser para que o Senhor nos possibilite entender os seus propósitos em nossas vidas, que nos ensine a confiar na Sua Soberana vontade e a esperar por Sua doce providência. “Mas os que esperam no Senhor, renovarão as suas forças, subirão com asas como águias, correrão e não se cansarão, caminharão e não se fatigarão” (Isaías 40:31). Com Ele está o domínio! Com Ele está tudo aquilo que precisamos para seguirmos triunfantes em meio à batalha e compreendermos os Seus planos para cada um de nós!