Pequei. Será que Deus não me ama mais?

“Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça. Se afirmarmos que não temos cometido pecado, fazemos de Deus um mentiroso, e a sua palavra não está em nós. Meus filhinhos, escrevo-lhes essas coisas para que não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo. Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos pecados de todo o mundo.”  1João 1-8 a 10 e 2-1 e 2

Assim como o primeiro homem, Adão,  se escondeu de Deus por conta do pecado, talvez você já tenha sentido vontade de fugir depois de pisar na bola e pecar contra o Senhor. Isso é mais comum acontecer do que se imagina.

Mas então, eu pergunto a você: Os olhos do Senhor estão sobre toda a Terra, certo? Ele sonda o seu íntimo e conhece você até o mais profundo… Logo, Deus sabe também quando você erra o alvo. Para que fugir, se Ele sabe exatamente a sua situação?

A solução bíblica para o pecado é o arrependimento. Através do sacrifício de Cristo por nós, podemos receber perdão por nossos pecados e viver uma vida pura diante de Deus. Ele nos justificou por meio do seu sangue. Mesmo não merecendo, fomos considerados justos, não porque o somos de fato, e sim porque foi do desejo dEle nos dar uma vida livre ao Seu lado.

O amor de Deus não é frágil. Ele é incondicional, porque o próprio Deus é o Amor. E o sentimento dEle por nós não é baseado em nossos acertos ou erros. Porque nós, em essência, somos maus. A vida dEle em nós, é que nos faz novos, dando-nos uma nova natureza que busca ser cada vez mais parecida com Ele, longe do pecado.

Mas ainda assim, temos o “gene” do pecado em nossa carne. Sempre seremos suscetíveis ao erro – até o dia em que iremos morar com Ele, com corpos transformados e livres de todo rastro de natureza terrena (2Co 15. 35-57) – porém,  quando cometermos pecado nós temos o intercessor, Jesus Cristo, pedindo em nosso favor junto ao Pai.

Temos que mortificar a nossa carne, fortalecendo o espírito para que consigamos andar nEle. O Senhor nos ajuda nessa árdua tarefa. O pecado não pode ser proposital em nossas vidas, e sim, acidental. Tanto que, quando pecarmos, se estivermos em comunhão com Deus, o Espírito logo nos incomodará para que possamos nos consertar diante do Senhor.

O amor dEle não vai mudar porque você pecou. Ele te ama por quem Ele é. Acredite nisso. Não viva uma vida no pecado, mas se escorregar nele, não deixe de buscar conserto e acreditar que é justamente pelo Seu amor por você que existe essa possibilidade de perdão.

Falei um pouco mais sobre isso nesse vídeo no Youtube. Espero que seja edificado. (;

 

Com amor, Arlene.

Anúncios

Marque a vida das pessoas com o Amor

Um dia desses entrei numa loja à procura de um presente. Papo vai, papo vem e a vendedora descobriu quem era meu esposo e não poupou elogios de como ele era uma criança educada, fofa e amorosa e como eu tinha sido abençoada por ter me casado com ele. Não são raras as vezes em que encontro senhoras elogiando a infância e adolescência dele (nessa época ainda não o conhecia), hehe. Reflexos de morar em cidade pequena.

Saí da loja pensativa. Mais de vinte anos se passaram desde a época que aquela senhora tinha um contato direto com o Hugo. Não consegui deixar de pensar em como nossas vidas marcam a vida dos outros. E o quanto o amor é uma arma poderosa para se fixar memória. Hugo simplesmente era uma criança, sem intenção de marcar a vida de alguém. Mas marcou.

E é inevitável pensar em como são as memórias das pessoas em relação a mim. Peguei-me pensando: Será  que ando por aí marcando a vida das pessoas com o quê? Meu orgulho egoísta? Meu desejo de ficar sozinha lendo meus livros sem dar atenção aos que estão perto? Com meu silêncio?

Ou sendo como Jesus para elas?

De algo eu sei: Pode ter sido um comentário singelo sobre o comportamento de uma criança, mas aprender com as coisas mais simples a ser alguém melhor é uma dádiva.

Não quero me acostumar a estar “nem aí” para os outros, a viver minha vida sem pensar em formas de abençoar as pessoas e cuidar delas. O ministério de Jesus tinha tudo a ver com dedicar tempo às pessoas, amando-as, curando-as, pregando o evangelho que é o amor e a cura que todo mundo precisa.

Quero ser como Jesus. Marcar a vida das pessoas com Amor com “A” maiúsculo. Um Amor que transcende o “fazer o bem” e vai até a apresentação, com palavras ou não, de um Reino real e que virá logo.

Que em 2017 seja assim.

Bora nessa comigo?

A vida é só isso mesmo?

[21:19 p.m.]

Nesse exato momento, estou sentada sozinha em meio a várias mesas cheias e barulhentas em uma lanchonete. Nutro no coração a expectativa das férias que estão a 24 h de distância depois de um dia cansativo de estágio, vistas de provas e trabalhos. O peso da correria das últimas semanas do ano na faculdade pesam nos ombros e me questiono “a vida é só isso mesmo?” Trabalhar. Estudar. Comer. Dormir. Estressar?

Encosto-me na cadeira e a resposta vem sussurrante como um vento fresco em um dia quente de verão: “Não. Não é só isso.”

A memória, às vezes tão falha, faz questão de trazer diante dos meus olhos à letras garrafais os versículos da primeira carta de Pedro: 

“[…] Portanto, durante o resto da vida de vocês aqui na terra tenham respeito a Ele. Pois vocês sabem o preço que foi pago para livrá-los da vida inútil que herdaram dos seus antepassados. Esse preço não foi uma coisa que perde o seu valor como o ouro ou a prata. Vocês foram libertados pelo precioso sangue de Cristo, que era como um cordeiro sem defeito nem mancha.” 1Pedro 1:17-19 NTLH

Com grande alívio no coração, lembro que Jesus pagou o preço não só para que eu tivesse salvação eterna, mas também para que eu fosse salva de mim mesma, hoje. Todos os dias. Mesmo que a vida que aprendo no mundo seja tão frívola e cheia de tantas inutilidades, Ele me deu sentido eterno. Meus dias, minhas vontades, meus propósitos, meu sonhos. Tudo está na norma operacional básica de 1 Coríntios 10:31: Quer comais, quer bebais ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus.

Fui criada pra isso. Pois sou dEle, por Ele e para Ele.

Fecho meu momento de imersão em um mundo muito mais real do que aquele a minha volta, lembrando as palavras do bom e velho sábio Salomão:

” ‘Tudo sem sentido! Sem sentido!’, diz o mestre. ‘Nada faz sentido! Nada faz sentido!’

Eclesiastes 12:8

“Agora que já se ouviu tudo, aqui está a conclusão: Tema a Deus e guarde os seus mandamentos, pois isso é o essencial para o homem.”

Eclesiastes 12.13

Confirmo em meu coração: Que minha corrida no mundo não seja louca e inútil. Tenho um motivo pelo qual acordar todas as manhãs e esse motivo me leva a viver uma vida leve, que faz questão de obedecer ao escrito em Mateus 11.28, entregando a Ele diariamente toda sobrecarga e recebendo de volta um fardo leve e suave, encontrando assim, o tão almejado descanso – e verdadeiro – para a alma.

 

VOU LANÇAR UM LIVRO | Como, onde, porquê | Sinopse

É isso mesmo que você leu ali no título. Passei de leitora voraz para leitora voraz e escritora iniciante porque não existe escrever sem ter um amor profundo pela leitura, óbvio.

Tudo começou tempos atrás, desde os cinco anos de idade, quando um de meus passatempos prediletos era inventar estórias. Criava um personagem para cada dedo das mãos e me divertia ao conversar com eles debruçada sobre a janela. Um sinônimo de alegria: encontrar cadernos velhos em casa. Cada página intocada fazia os olhos brilharem e lá ia eu, rabiscá-las uma por uma com minha imaginação pipocante valia até (e continua valendo) inventar novas palavras. O amor pela escrita + leitura caminhou comigo por toda infância e alcançou a adolescência. Na antiga quinta série, a professora de língua portuguesa me emprestou um livro chamado “Amigos Secretos” da Ana Maria Machado e desde então, passei a cultivar uma paixão profunda por livros de ficção e romance.

Desde os doze até hoje, já li inúmeros livros. Foram esses companheiros que voltaram a despertar meu coração de garota lá pelos quinze anos, a escrever sobre o que me afligia e colocar pra fora o que minha mente produzia sem parar. Minhas tardes em 2010 foram marcadas por inúmeras histórias digitadas no Word e alguns blogs que não sobreviveram para contar história. Em 2013, já redimida pelo amor de Jesus (e não mais adolescente) li um livro para meninas cristãs em um blog e fiquei apaixonada. Ainda não havia lido nenhum romance cristão e tive meu coração terrivelmente fisgado, haha. Naquela época, resolvi transformar uma antiga história que havia começado a escrever. Pulei de um romance que tinha o foco no relacionamento romântico para um que possuía como objetivo o relacionamento entre Deus e a personagem principal.

Interrompi a escrita por um pouco mais de um ano e meio e ano passado senti a direção de Deus para retornar. Trabalhei de forma intensa e finalizei-o em julho deste ano. Escrever esse livro foi de fato um grande presente de Deus pra mim. Eu não esperava. Não estava mais em meus planos há tempos, esse sonho tinha se enterrado na adolescência. Mas Deus veio e tirou toda terra e poeira que o envolvia e entregou-o a mim, limpo, vivo e brilhante. Chegou como um chamado do Senhor, algo pelo qual meu coração queimava – e queima – de alegria. Em cada palavra escrita eu percebia o Pai guiando o processo, me incomodando a alterar cenas, tirar algumas, acrescentar outras… O Senhor despertou em mim o desejo de ser usada por Ele em mais uma área da minha vida e eu serei eternamente grata. Escrever me traz alegria e leveza, faz parte do propósito eterno de Deus pra mim.

Eu adoro trabalhar com adolescentes e discipular e cuidar e puxar orelha e amar muito cada um deles. Muito do que escrevo conversa com essa faixa etária e o livro nasceu com foco neles, porque sentia falta de livros cristãos nacionais voltados para essa galerinha. Meu desejo é que com o livro “Uma Viagem Nem Um Pouco Sonhada” eles sejam tocados e inspirados a viver uma vida próxima de Deus. Certo dia, buscando a Jesus para saber se de fato este era o desejo dEle para minha vida, ouvi-O dizer que o que vivi em minha adolescência não foi em vão. Escrevi esse livro muitas vezes pensando em mim aos quinze anos e no que precisaria ter lido naquela época. Não sou capaz de voltar no tempo, mas posso hoje abençoar a vida de inúmeras meninas e meninos que lerão a história da Betina e quem sabe, ser instrumento de Deus para que eles conheçam Seu amor.

O lançamento está previsto para fevereiro e você poderá adquirir tanto comigo, quanto pelo site da editora Upbooks (visite aqui). Em breve divulgo local, dia e horário do evento… Já adiantando que para o pessoal de São Paulo, vai ter lançamento aí também!

E antes de colocar a sinopse, só queria deixar o último recadinho: Deus te muniu de dons e talentos que devem ser usados para a glória dEle. Não desperdice o que Ele te deu somente em seus sonhos, mas aprenda quais são os sonhos do Pai para sua vida e mergulhe nisso. Você não vai se arrepender.

Sinopse:

Shopping. Cinema. Piscina. Praia. Festas do Pijama regadas a muito brigadeiro. Tudo isso estava na lista de coisas essenciais para as férias de verão perfeitas de Betina, uma carioca de 15 anos super descolada. Criada numa família cristã, vai à igreja desde a barriga da sua mãe. Mesmo assim, Betina não leva a fé muito ao pé da letra e vive a vida da maneira que acha melhor. Ela e suas duas melhores amigas, Beca e Luca, planejaram as férias por meses. O que não estava nos planos de Betina, porém, era que sua mãe viesse não com a proposta e sim com a informação de onde toda a família passaria as férias de janeiro: na casa da prima Zuleide, numa cidadezinha de interior que cheirava a esterco chamada Gruta Alta. A menina retrucou, chorou, esperneou… Mas nada foi suficiente para fazer a Dona Gláucia mudar de ideia, porque essa quando põe algo na cabeça… Sai de baixo! Betina que o diga. O jeito então foi arrumar as malas e partir rumo à roça. Mas para que a mãe não achasse que Betina se deu por vencida, a garota de opinião firme estava determinada a passar as férias inteiras trancada no quarto com cara de poucos amigos. Ela só não podia imaginar que as duas primas bregas até o último fio de cabelo que conhecera na infância, estariam tão mudadas. Nanda e Sissa eram bonitas por fora e principalmente, por dentro. Através delas, Betina conheceu uma galera pra lá de diferente que não só tirou seu desgosto com a viagem, como também marcou sua vida para sempre — até a eternidade.

***

Você pode ler um pouquinho do primeiro capítulo no Wattpad: https://www.wattpad.com/story/88980415-uma-viagem-nem-um-pouco-sonhada

God Bless You!

Restaurando o foco 

Escrever sobre o que eu vivo e as experiências que tenho me ajuda a entender mais sobre o mundo aqui dentro de mim e a ver com mais clareza as situações da vida. Coisas que escrevi anos atras, hoje me ensinam. E isso não é incrível?! Recordar quem eu era e que emoções e objetivos meu coração guardava em determinada época e poder analisar onde mudei e como isso se deu, é um exercício maravilhoso. Hoje não foi um daqueles dias em que peguei uma xícara de nescau, cruzei as pernas no sofá e fui ler uma pilha de arquivos ou agendas passadas. Na verdade, acontecei por acaso, enquanto rolava as lembranças do facebook, me deparei com um texto escrito em 2013. E ah, como ele faz total sentido no que tenho vivido agora!

Então chega de papo e partiu conversar um pouquinho sobre o que aprendi três anos atras e que é um assunto que continua precisando de toda atenção: vamos falar sobre foco?

***

Em nossa caminhada cristã, algumas vezes passamos por situações em que nos vemos sem foco, as coisas parecem que não andam, nossos ministérios fluem pouco ou quase nada… Mas, uma coisa que nós, servos de Deus, precisamos entender é de que desde quando entregamos nossas vidas ao Senhor, Ele a conduz em todos os aspectos. Temos a triste tendência de achar que só numa área ou em outra que Deus age, mas não, se a nossa vida é dEle, cada cantinho dela vai ser alvo da Sua observação cuidadosa. Quando o coração desanima e a chama ameaça apagar, nós precisamos encontrar o foco que foi perdido e mantê-lo firme em nossas vidas, porque afinal..

“Quer você se volte para a direita quer para a esquerda, uma voz atrás de você lhe dirá: “Este é o caminho; siga-o” Is 30.21

Quando deixamos o controle das nossas vidas nas mãos de Deus, Ele nos conduz para onde o Seu coração quer nos levar. E como nesse versículo de Isaías diz, Ele nos dará as instruções corretas para o caminho que Ele mesmo fez para que andássemos. A Obra é dEle, as vidas são dEle, tudo é dEle, então precisamos ter fé pra seguir aquilo que Ele nos manda. Às vezes as coisas parecem não andar porque nós simplesmente estamos ignorando a voz de Deus em meio a tantas “vozes” que ouvimos todos os dias.

Você pode me perguntar: Mas como ouvir a voz de Deus e/ou prestar atenção naquilo que Ele fala? Mantendo um relacionamento pessoal com Ele. Não é ficar só pegando a rebarba do que Ele fala com os outros, e sim buscar a Ele pra saber o que Ele tem pra VOCÊ. E isso só vem quando ocorre uma entrega total, que te leva a ler bastante a Palavra, conhecer Seu Deus através das Escrituras, orar como nunca antes, jejuar.. tudo isso juntamente com um coração quebrantado a aberto ao agir dEle.

Estabeleça metas, restaure o foco em sua vida, busque a Deus e confie que onde quer que você vá, seja pra direita ou pra esquerda, Deus vai te mostrar o caminho, você só precisa estar atento à Sua voz. O maior interessado em ver sua vida fluir é Ele. Não perca tempo, corra para os braços dEle hoje e veja mais uma vez, quão incrível é ouvir o Pai dizer “Esse é o caminho. Siga-o.”


Deus abençoe

Quando o Rei não quer adoração

Num país muito, muito distante e há muito, muito tempo atrás, houve um povo que amava muito seu rei. Ele era um bom rei, talvez o melhor de todos os tempos, e eles eram um povo muito bom e que tinha muito potencial. O rei tinha muitos planos para seu povo e pediu que eles fizessem algumas coisas. No início, todos do reino estavam empolgados e fizeram tudo que o rei pediu, mas depois de um tempo eles cansaram de fazer o que o rei pediu porque não viram muitos resultados e descobriram outras coisas que eles acharam melhores e que podiam ser feitas em nome do rei. Ao invés de trabalhar ou ir para a escola, eles dançaram e fizeram cânticos. O tema sempre era o mesmo; tudo era sobre o rei. Como eles amavam seu rei. Não tinha cânticos suficientes para cantar sobre seu rei. Nunca era demais cantar sobre ele.

Um dia o rei estava passeando no seu reino e, por onde ele olhava, via pessoas dançando e cantando sobre ele. O rei achou legal no início, até ver a bagunça que seu reino tinha se tornado. Nada estava no lugar certo e nada estava sendo feito do jeito que ele tinha pedido. E quando ele desceu do seu cavalo, ao invés de se prostrarem diante dele e beijar seu anel, as pessoas começaram a puxar suas mãos pedindo que ele dançasse com eles. Ele puxou suas mãos de volta e, irritado, foi à direção do seu castelo com uma promessa, que nunca ia voltar para aquele povo que não fez o que ele pediu e não tratava ele como rei, mas como uma pessoa qualquer. E, além disso, ele ia mandar uns dos seus soldados para ensinar a eles o que é reverência e obediência. Mas o povo não sabia nada disso, pois quando o rei saiu, eles não entenderam por que ele não ficou. Será que ele não gostou dos seus cânticos? Será que ele não gosta de dançar?

 E bem aí nós nos achamos hoje em dia na igreja. Uma igreja “apaixonada” pelo Rei, mas que não faz nada do que ele pede. “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os aguardar todas as coisas que vos tenho ordenado”. Uma igreja que vive na prática do pecado e não vê perigo lá, “Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade”, mas não param de cantar. Uma igreja que é mais amiga do mundo hoje do que ontem. “Gente infiel! Será que vocês não sabem que ser amigo do mundo é ser inimigo de Deus? Quem quiser ser amigo do mundo se torna inimigo de Deus”.

 “Mas, nós temos nossa adoração íntima e isso resolve tudo”.

Meu amigo, Deus não está interessado em nossa adoração enquanto nós não obedecemos a Sua palavra. Deus não está interessado em nossos cânticos de paixão por Ele enquanto vivemos transando com os nossos amantes desse mundo.

“Grite alto, não se contenha! Levante a voz como trombeta. Anuncie ao meu povo a rebelião dele, e à comunidade de Jacó, os seus pecados. Pois dia a dia me procuram; parecem desejosos de conhecer os meus caminhos, como se fosse uma nação que faz o que é direito e que não abandonou os mandamentos do seu Deus.”   Isaías 58: 1 e 2a

 

Texto de Jeff Fromholz

Com os olhos de Deus

 “Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento”. (Provérbios 3.5)

image

– Filha, hoje nós vamos comprar os seus óculos. Não podemos mais adiar. Você está com muitas dificuldades para acompanhar os deveres escolares. Finalmente conseguimos o dinheiro para comprá-lo!

– Puxa, pai! Que legal!

Caminhando pelo centro mais movimentado da região, pai e filha avistam uma ótica… O que o pai não esperava é que próximo a essa mesma loja também havia uma linda e atrativa loja de brinquedos…

– Pai, lembra que eu te falei sobre uma “maquininha de fazer sorvete” que eu vi no comercial da TV??? Então, olha ela ali!!! (A criança muito empolgada parece que esqueceu o que realmente foi comprar).

– Filha, é linda, mas… Vamos lá comprar os seus óculos?- Disse o pai.

– Ah, paizinho, então… É… Eu quero tanto essa máquina!!!

– Não, filha… Eu gostaria de comprá-la pra você também, porém, eu não tenho dinheiro para comprar as duas coisas e, sem dúvida, os seus óculos serão muito mais proveitosos.

A criança segue o caminho decepcionada, sem levar em consideração a importância dos óculos para ela…

_______________________________________________________________

Na ilustração acima temos um ponto chave a ser compreendido: A VISÃO DO FILHO X A VISÃO DO PAI! Para a criança, um desapontamento. Para o pai, um benefício! Quando me refiro à ‘visão’ estou questionando o ponto de vista de cada um. O filho não enxergou além do ocorrido. Já o pai prosseguiu em dar o que era bom a quem ele amava mesmo percebendo o seu desaponto. Pensando no comportamento da criança, eu pergunto: Podemos comparar com o nosso comportamento quando nos encontramos num contexto semelhante? Bom, você pode responder para si mesmo, mas eu acredito que a sua resposta será a mesma que a minha: Absolutamente positiva!

Em face de um cenário tenebroso, nos limitamos a enxergar somente o que a própria condição em que nos encontramos permite! E o que não consideramos é a Soberania de Deus quando estamos em tal situação. Diante disso, eu só consigo me lembrar do nosso Pai celeste! Todas as coisas são dEle! Tudo vem dEle! Tudo é para Ele! Acho que eu poderia parar por aqui, mas o que eu preciso enfatizar é a nossa posição defronte ao problema e como temos olhado para os problemas que nos sobrevém. Você já parou para pensar como seria enxergarmos com os olhos do nosso Deus? A visão de Deus no que se refere às circunstâncias da vida certamente é diferente da nossa! É loucura nos apoiarmos em nossa própria compreensão. A condição adversa nos leva a desesperançar, justamente por nos encurvarmos perante o nosso entendimento limitado.

Enxergando com os olhos do Senhor seríamos levados a confiar, visto que é o próprio Deus quem tem o controle de toda a situação. Às vezes eu fico imaginando quais seriam os pensamentos do Pai a meu respeito, principalmente quando me encontro em dias turbulentos! E acho que essa deve ser a nossa ‘preocupação’… O que Deus tem pensado de nós? Deus espera que tomemos uma posição de plena confiança e que nossas vidas sejam fundamentadas em Sua palavra, que é a nossa regra de fé e prática. A palavra do Senhor é muito clara em provérbios 3.5: “Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento”. O nosso entendimento não nos permite olhar além da dificuldade. Por isso, os nossos olhares devem estar voltados para Cristo, atentos a absorver o que Ele tem a nos ensinar nos dias mais difíceis. Ao fixarmos a nossa atenção no Senhor Jesus será gerada a esperança que só Ele pode nos oferecer. Esse Pai que zela é o mesmo Pai que exorta e permite. Ele tece o nosso caráter a fim de nos proporcionar uma vida plena ao Seu lado. Não devemos nos orientar segundo o nosso próprio querer, mas nos guiarmos segundo o bem querer desse Pai de amor que nos ama incondicionalmente. Devemos entender que nada foge do comando do Senhor! Daí em diante, iremos encarar os embaraços da vida como uma ocasião favorável ao nosso crescimento e amadurecimento.

Deus conhece as nossas limitações, mas nos encoraja a sedimentarmos os nossos temores em Suas mãos. A preocupação e a inquietação derivam da falta de confiança, afastando-nos da vontade de Cristo que é sempre boa e agradável. E onde há ausência de confiança, há também amargura e desolação. Podemos experimentar o favor de Deus até mesmo na tribulação e provarmos do Seu poder em meio à guerra. A nossa oração deve ser para que o Senhor nos possibilite entender os seus propósitos em nossas vidas, que nos ensine a confiar na Sua Soberana vontade e a esperar por Sua doce providência. “Mas os que esperam no Senhor, renovarão as suas forças, subirão com asas como águias, correrão e não se cansarão, caminharão e não se fatigarão” (Isaías 40:31). Com Ele está o domínio! Com Ele está tudo aquilo que precisamos para seguirmos triunfantes em meio à batalha e compreendermos os Seus planos para cada um de nós!

Onde quer que esteja e o que quer que faça… Seja intencional!

XMOZEWMN8O                Foto Hannah Morgan – StockSnap.io

 

Uma expressão que já escutei algumas vezes tem passeado por meu coração com certa frequência ultimamente. “Seja intencional!” – Beleza, mas e o que isso significa?

Deus tem ministrado ao meu coração nesses dias sobre pregação do evangelho, testemunhar, ser luz e revelar o Amor. E aí, pensando sobre todas as pessoas que passam por minha vida diariamente, as quais tenho acesso por vários lugares e maneiras e em como eu posso ser carta viva de Jesus a elas, a frase lá de cima sussurra suavemente em meu coração: Seja intencional.

A voz me diz que eu não devo seguir minha vida tranquila e despreocupadamente como se somente eu importasse. Me diz também que eu não devo encarar o relacionamento com a galera da facul, o pessoal do ônibus ou do curso de forma “natural”. Chego, papeio, sento, estudo, lancho, dou gargalhadas e vou embora. Converso e tenho acesso a dez pessoas que não conhecem Jesus e isso nem me dá uma pontinha de preocupação. Algo errado? Certamente.

Ser intencional em tudo que eu faço significa fazer todas as coisas com propósito. Não deixar a vida rolar e trazer uma “oportunidade” para pregar o evangelho, tipo naquele evangelismo semestral que  a igreja faz. Ser intencional em nossa missão de anunciar a salvação significa propositalmente oferecer Jesus; Por exemplo, dar ouvidos a alguém que queira contar problemas e entregar uma palavra de conforto no final, tornar-se disponível para que tenham acesso para perguntar a razão de sua fé e se abrir com você. Significa também puxar um papo e falar de Jesus abertamente, sem medo. Ou seja, ser intencional em nossa vida com Cristo é entender que nada que façamos pode ser por simplesmente fazer. Ele nos deu uma missão e temos que cumpri-la.

O meu maior exemplo de pessoa que fazia tudo com propósito é Jesus. Ele era intencional em seus relacionamentos na Terra, sempre estava perto de pessoas e fazia coisas que revelava a elas seu amor. Qualquer ação, mínima que fosse, como almoçar na casa de um líder religioso ou demorar para ir curar um amigo, Ele sabia o que estava fazendo, sabia o que ensinaria e sabia que o fim era que Seu amor e salvação alcançasse corações e seu propósito fosse cumprido do lado de cá.

Mas, quantas vezes imersos em nossas correrias de vida e ambições particulares, não conseguimos olhar para o lado e perceber que aquele colega ranzinza do trabalho talvez só esteja precisando de um abraço. Ou se aquele adolescente rebelde da igreja não precisa somente de alguém que o chame para casa assistir a um filme, comer doces e conversar sobre Jesus sem cobranças e de forma livre?!

Sabe, até hoje Jesus continua sendo intencional em seu relacionamento conosco. Nada que faz é por acaso e Ele quer nos usar como instrumentos na hora certa na vida das pessoas, precisamos ter o coração bem alinhado ao dEle para perceber isso. Sinto que estou aprendendo a ser um pouco mais cristã, à medida que penso em formas de servir aos outros e não deixar uma lágrima ou um problema alheio passar despercebido. Para isso é preciso amor, é preciso misericórdia(Lc 6.36). Jesus se importava com os sentimentos das pessoas, como quando agiu com a viúva que perdera o filho na cidade de Naim (Lucas 7: 11-17):

“Ao vê-la, o Senhor se compadeceu dela e disse: ‘Não chore’.” V.13

Que o Senhor nos livre de deixar a vida passar batida e não aproveitarmos o tempo que temos para nos compadecermos, termos misericórdia e amor, olhando as pessoas com olhos de Jesus e sendo intencional em todos nossos atos. Todos os dias.

God Bless You! 😉

Qual é a sua identidade? #parte2

tumblr_mcdx7fvtN01rilyuto1_1280

            No texto anterior (clique aqui para ler) falamos um pouco sobre o que é identidade e como aquele que serve a Jesus tem sua identidade definida como filho de Deus. E se a definição que citamos fala que a identidade é a consciência que o indivíduo tem de si mesmo, dentro do mundo em que vive, isso significa que nós precisamos saber quem somos para vivermos uma vida de propósito. Como servos do Senhor, devemos saber quem somos em Cristo e qual nossa função nessa terra. Como filhos de Deus e novas criaturas, o que já fomos não importa mais, ficou para trás, pois renascemos espiritualmente (Jo 1.12-13).

De criatura passamos a filhos e como filhos devemos obediência ao nosso Pai. E se aqueles que são filhos de Deus são guiados pelo espirito de Deus (Rm 8.14), nossas vidas devem estar em plena submissão ao Senhor, o controle de nós mesmos deve estar com Ele.

“Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.” Gálatas 2:20

Entenda que a partir do momento que você foi salvo, sua vida não pertence mais a você. Ela é dEle agora. Na verdade sempre foi. E existe um padrão de como Ele quer que você viva. Para glória dEle é o principal sentido e também para ser carta dEle aqui. Deus poderia ter te levado assim que você recebeu Jesus, mas Ele te deixou aqui porque tem coisas para você aprender e tem pessoas precisando ser salvas; Se não houvesse nenhum filho de Deus, como os que não são conheceriam a Deus? Nós temos uma função bem especifica que Cristo nos deixou:

“Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo,
ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei.”
Mateus 28:18-20

Isso não é sobre nossa capacidade e sim em como podemos ser instrumentos de Deus nessa terra. Já ouvi muitos falarem que todo cristão tem dois grandes propósitos/chamados e eu acredito muito nisso:

O primeiro é o chamado universal, que consiste em anunciar o evangelho realizando a Grande Comissão (Mt 28.18-20), o segundo é o chamado individual, que é a forma como você realizará o primeiro. Pregar o evangelho não é dom, é ordenança. Em Marcos 16.15 Jesus diz “Ide” e não “Se quiser, vá”, Ele nos impeliu uma ordem. Então se somos cristãos, devemos pregar e discipular como estilo de vida.

Dentro do chamado individual existem os ministérios e funções específicas que Deus quer que a gente exerça. Ele nos criou com dons e talentos e estes não são para serem usados em nossos deleites ou para deixarmos enterrados. Ele nos chama para usar e desenvolver o que Ele nos deu. Nossos dons e aquilo pelo qual o coração queima, dão indícios de qual área específica Deus tem pra nós. E cara, cumprir o chamado Dele nos dá vigor! Quando andamos sabendo quem somos, descobrimos que o trabalho ou faculdade ou colégio não são só lugares para ganharmos dinheiro e/ou estudarmos, e sim, locais para realizarmos o chamado dEle pra nós! Porque entender que fomos projetados por Deus muda todo curso de nossa existência. Repetindo uma frase do primeiro texto, mas que resume bem o que falamos até aqui: Viva uma vida extraordinária. E vida extraordinária não é fazer grandes coisas e sim, fazer aquilo que foi chamado pra fazer.

Há um propósito para sua vida, salvo. Há um propósito para seus dias aqui, servo. Não viva como se não tivesse.

Qual é a sua Identidade? #parte1

11111

Duas semanas atrás compartilhei a palavra com alguns irmãos numa igreja super benção do meu bairro e senti o desejo de trazer para vocês aqui no blog um pouco do que eu falei por lá. Foi um momento muito especial onde Deus falou conosco sobre identidade.

Já tem algum tempo que venho sendo ministrada por Ele sobre identidade e nesse tempo, lendo um artigo acadêmico para um trabalho da faculdade, me deparei com a seguinte definição: “Identidade é a consciência que o indivíduo tem de si mesmo, dentro do mundo em que vive”. Ou seja, é saber quem você é e por que está aqui. E um grande problema que tenho visto entre o povo de Deus é a falta dessa consciência. Porque se não sabemos quem somos e não temos noção de que nossas vidas tem um propósito, vamos querer ser o que não fomos chamados para ser.

Mas há dentro de nós uma necessidade de nos afirmarmos onde estamos, de construirmos nossa identidade, mesmo que não tenhamos noção disso. Quantas vezes nessa busca por sermos alguém ou nos reconhecermos como alguém, procuramos todo tipo de referência. E a mídia, por estar em todos os lugares, acaba entrando sorrateiramente e ganhando espaço em nossas vidas e em nossos valores sem ao menos percebermos isso. A mídia impõe um padrão de ser que nos atrapalha (não raras as vezes) a viver nossa identidade de forma plena no Senhor. São propagandas, atores e atrizes, cantores, blogueiras, novelas, o mundo da moda, etc. que insistentemente querem ditar estereótipos: Só é bonito quem é assim, só tem estilo quem é assado. E muitos, por se sentirem tristes por quem realmente são (não correspondem ao ideário midiático), tentam desesperadamente se adequar a esses padrões. Mas entenda algo: seu corpo, seu cabelo e estilo não determinam quem você é.

No primeiro livro de Samuel é dito que Deus não vê como o homem vê, porque as pessoas olham a aparência, mas Deus o coração. Ele é o Deus que sonda o mais profundo do nosso ser, todos desejos, vontades mascaradas, pecados escondidos, sonhos que não contamos para ninguém… Ele conhece tudo isso e até aquilo que não sabemos sobre nós mesmos. E isso porque Ele é o Deus que planejou nossas vidas, teceu nossos corpos detalhadamente dentro do ventre materno. Quando tiver um tempinho lê o Salmo 139; é uma grande declaração do salmista sobre um amor íntimo e detalhista de Deus.  Mas, como vínhamos falando, se o mundo vê exteriormente , mas Deus vê o coração, é exatamente por isso que só Ele pode dizer quem somos.

E a primeira coisa que precisamos entender para saber qual é a nossa identidade:  Somos filhos de Deus.

“Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram por descendência natural, nem pela vontade da carne nem pela vontade de algum homem, mas nasceram de Deus.”
João 1:12,13

“Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.
Pois vocês não receberam um espírito que os escravize para novamente temer, mas receberam o Espírito que os adota como filhos, por meio do qual clamamos: “Aba, Pai”. O próprio Espírito testemunha ao nosso espírito que somos filhos de Deus.”
Romanos 8:14-16

Apesar de ouvirmos sempre por aí “[…] Afinal, também sou filho de Deus”, isso não se constitui exatamente em uma verdade. Ser filho é diferente de ser criatura. Somos adotados como filhos a partir do momento que recebemos Jesus como Senhor e Salvador, reconhecemos Seu sacrifício por nós, temos um coração totalmente convertido e passamos a viver guiados pelo Espírito. Isso é o que nos torna participantes da família de Deus como filhos. Todos são criaturas, mas nem todos são filhos.

Para compreender quem somos, é necessário saber quem somos em Cristo. E nEle fomos feitos filhos de Deus. Quando eu entendi que sou nova criatura em Cristo, que fui criada para a glória de Deus, tudo mudou. Minha perspectiva de mundo, meus propósitos, minhas vontades… Porque simplesmente não dá pra continuar vivendo uma vida “normal” após entender tudo isso. Porque essa realidade exige mudança de vida. Requer sacrifícios e renúncias, mas também nos proporciona uma vida com propósito, uma vida de salvo, uma vida extraordinária. E vida extraordinária não é fazer grandes coisas e sim, fazer aquilo que fui chamado pra fazer.

Saber sua identidade, portanto, passa por entender quem você é em Cristo e o que Ele quer que você faça aqui na terra. Nesse texto falamos um pouquinho sobre nossa identidade como filhos de Deus e para não ficar muito grande, no próximo texto vou falar sobre nossa função aqui na terra/chamado/propósito.

Espero que você volte para ler a continuação 😉

**

❤ Acompanhe nossas redes sociais: Facebook | Instagram